Uma movimentação que vinha sendo tratada com reserva nos bastidores políticos começa a ganhar repercussão em Porto Seguro e na região. O prefeito do município, Jânio Natal, é citado como possível candidato a deputado federal nas eleições de 2026, enquanto seu filho, Jânio Júnior, aparece como pré-candidato a deputado estadual.
Até o momento, não houve confirmação oficial por parte do prefeito. No entanto, interlocutores do meio político apontam que o cenário está sendo construído e avaliado estrategicamente, o que explicaria a ausência de declarações públicas até agora.
Caso Jânio Natal confirme a candidatura, ele deverá se afastar da Prefeitura dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral. Durante esse período, o vice-prefeito assume o comando do Executivo municipal, conforme determina a lei. Se, ao final da disputa, Jânio Natal não for eleito, a legislação permite que ele retorne ao cargo de prefeito após o encerramento do processo eleitoral.
Cenário eleitoral projetado
A avaliação predominante no meio político é de que o prefeito chegaria à disputa federal em condições competitivas. Aliados consideram que uma eventual candidatura de Jânio Natal teria forte impacto regional e poderia impulsionar, de forma expressiva, a candidatura de Jânio Júnior à Assembleia Legislativa da Bahia, formando uma estratégia eleitoral conhecida como “casadinha”.
Possíveis reflexos no cenário municipal
Jânio Natal está em seu segundo mandato consecutivo à frente da Prefeitura de Porto Seguro e, por isso, não poderá disputar novamente o cargo nas próximas eleições municipais. Caso o cenário projetado para 2026 se confirme, não há impedimento legal para que Jânio Júnior venha a disputar a Prefeitura em um pleito futuro, por se tratar de um novo ciclo eleitoral e de cargos distintos.
Situação atual
Até o momento, o assunto segue sem posicionamento oficial. O silêncio é interpretado como cautela política diante de um cenário que, se confirmado, pode influenciar diretamente o tabuleiro eleitoral local e regional nos próximos anos.
A possível estratégia levanta questionamentos no meio político e entre eleitores: como será recebida pela população uma eventual casadinha envolvendo pai e filho nas eleições de 2026?

